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Compartilhamento e economia colaborativa: eles vieram pra ficar?

quinta-feira, 8 de 09, 2016
Tags: compartilhamento, economia colaborativa, economia compartilhada, internet, Redes Sociais, tendência

Compartilhamento. O que essa palavra te traz à cabeça? Provavelmente seu perfil do Facebook. Talvez, quem sabe, um momento com seus amigos, algo assim. Mas você já parou pra pensar em como ela influencia o nosso comportamento hoje?

O crescimento das redes sociais e a variedade delas faz com que a gente tenha cada vez mais ferramentas que nos possibilitem compartilhar coisas: opiniões, momentos e até conhecimento. Muitas vezes, até dividimos tudo isso com pessoas que nem são tão próximas assim. Mas, então, qual é a de sair compartilhando tudo?

Primeiramente, compartilhar, no sentido pessoal da coisa, é uma forma de autoafirmação. Mostrar interesses é um jeito de consolidar uma identidade. Logo, compartilhar conteúdo na internet tem tudo a ver com identificação, dividir com o outro o que você é e o que você faz. Inclusive, esse aspecto é um guia para as empresas organizarem sua comunicação online.

Além disso, compartilhar é uma ótima forma de trocar informações e criar debates, tendo um caráter educativo também. A partir desse tipo de compartilhamento, observamos o fortalecimento de uma cultura coletiva, conhecida como Crowdculture. Grupos com gostos ou opiniões comuns, que antes eram separados por espaços geográficos, conseguem estabelecer um contato a distância, podendo compartilhar seu propósito comum.

O segundo ponto é que, a evolução da mídia online e da tecnologia em geral, possibilitou a criação de um novo tipo de consumo baseado na noção de compartilhamento e toda essa coisa de dividir passou do plano das ideias e opiniões para o de serviços e experiências. Essa tendência já existe há um tempinho e se fortaleceu na crise econômica de 2008, principalmente nos Estados Unidos, onde as pessoas queriam economizar sem perder seu padrão de vida, então, apelavam para a economia colaborativa.

Agora, com o acesso à internet na palma da mão, é bem mais simples conhecer e se conectar a aplicativos e plataformas que propõe o compartilhamento de caronas, jantares, roupas e mais um tanto de coisa. Uma empresa bastante famosa que é baseada nesse princípio é o Airbnb, aplicativo onde é possível ofertar sua própria casa como hospedagem ou ficar na casa de alguém em vários lugares do mundo. De acordo com o Wall Street Journal, a empresa espera faturar U$10 bilhões em 2020 com essa proposta. O Uber também está implementando o compartilhamento de destinos e antes já disponibilizava a divisão de tarifas entre os passageiros.

Iniciativas desse tipo, ajudam a disseminar a cultura do compartilhamento, oferecendo instrumentos que ajudem o consumidor a ter mais confiança na proposta, como sistemas de avaliação e denúncias de possíveis problemas. A tendência é que esse tipo de negócio só cresça, conquiste o público que já está mais apto a compartilhar e ganhe espaço num contexto de correria e busca por serviços práticos, mais baratos e de qualidade.

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