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A importância da opinião pública para a representatividade na Publicidade

segunda-feira, 9 de 01, 2017
Tags: Branding, capricho, Consumo, globeleza, marca, representatividade, skol

Num mundo onde a tecnologia está presente o tempo tooodo em nossas vidas (tudo é muito Black Mirror) e possibilita a quebra das barreiras geográficas, que antes separavam as pessoas, está cada vez mais fácil produzir discursos, disseminar ideias e criar debates acerca de temas variados.

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As novas gerações protagonizam um momento em que ser visto e mostrar opinião são peças valiosas no jogo da construção da identidade, principalmente no ambiente digital. Logo, a necessidade de defender crenças e valores ganha cada vez mais relevância. A pesquisa “Juventude Conectada” realizada pela Fundação Telefônica Vivo mostrou que dos 1.440 jovens de 15 a 29 anos entrevistados, 61% consideram importante manifestar opinião nas redes sociais.

Esse fato influencia diretamente no Marketing e na Publicidade, já que os consumidores estão mais participativos e também críticos quanto a campanhas, conteúdos e até produtos desenvolvidos. Assim, na hora de definir as estratégias para criar uma relação próxima com o público (ou conquistar um novo) é importante acompanhar comportamentos, mudanças na sociedade e entender o que é significativo para eles.

A Capricho mesmo é uma marca que seguiu esse caminho. A revista, que há gerações ditava regras de como conquistar os boyzinhos e escolher o look certo para ir ao cinema, hoje fala sobre feminismo e diversidade. Inclusive, a marca lançou, em parceria com a Essenza Cosméticos, uma linha de esmaltes chamada #GirlPowerCH. Os nomes dos produtos trazem mensagens que reforçam o empoderamento feminino. Além disso, atualmente o conteúdo da revista é inteiramente digital.

Leia também: “Feminismo: como as redes sociais influenciam na visibilidade do movimento?”

A Skol também é outra marca que gerou buzz ao criar uma campanha que celebra a diversidade e quebrar o tradicional das propagandas do ramo cervejeiro.  A cerveja mais consumida no Brasil esteve em primeiro lugar na pesquisa Top of Mind como a marca de bebidas mais lembrada entre os jovens de 25 a 34 anos. Desses consumidores 40% são mulheres.

Temos também a Rede Globo, a maior emissora de televisão do Brasil que surpreendeu ao lançar uma vinheta diferente para o Carnaval de 2017. Há algum tempo ativistas do movimento negro faziam críticas à objetificação da mulher negra na vinheta que, desde 1991, tinha como protagonista uma modelo negra nua (coberta somente por alguns ornamentos e pintura) sambando. Desta vez, a ênfase do vídeo foi na cultura e nos  ritmos carnavalescos ao invés do corpo da passista.

 

Percebemos que o caminho das marcas é continuar apostando num conhecimento cada vez mais aprofundado do comportamento das pessoas. A partir disso, elas podem gerar valor e conquistar ou manter relevância cultural, caminhando junto com ideologias significativas para o público e inovar, rompendo convenções já existentes em seus segmentos.

A empresa Lynx fez um levantamento com 502 pessoas de 12 e 29 anos e 54% delas acredita que é responsabilidade também das empresas privadas resolver problemas sociais. Assim, mudar estereótipos e gerar debates é importante nesse processo. Porém, Wal Flor, sócia fundadora e diretora geral da agência, dá um toque bastante importante: é preciso cuidado com a sinceridade e o alinhamento de discurso com os valores da empresa. “A gente vê marcas se aventurando de forma mais consistente, mais genuína, autêntica e a gente também vê marcas mais pontuais. A partir do momento que a marca quer ser oportunista, o próprio consumidor percebe e isso reverbera muito negativamente. O cidadão digital está cada vez mais informado”.

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