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Como as marcas têm criado experiências para o público jovem?

sexta-feira, 10 de 05, 2019
Tags: Experiência, Jovem, marcas, Marketing, público

A publicidade comum não é mais suficiente para atrair o jovem.
Segundo a agência de Marketing Yankelovich, ainda em 2007 as pessoas eram bombardeadas por mais de 5000 anúncios por dia. Dá pra acreditar? Imagine agora o quanto esse número provavelmente aumentou de lá pra cá!

No meio da rotina, muitas vezes beem agitada, toda essa variedade de marcas contribue para que  os jovens se tornem indiferentes em relação a elas. Acabam então, não se preocupando muito com o que realmente têm pra oferecer. Pra isso acontecer, elas precisam romper com toda a mesmice e  o comodismo do dia a dia. Afinal, jovem quer experimentar o novo!

Por isso é tão importante que as corporações saibam como atrair e fidelizar esse público. É hora de engajar a juventude a sentir e se relacionar diretamente com as empresas para, assim, se lembrarem delas! E isso é feito através da experiência.            

Mas como?

Pra conquistar a preferência do público jovem, é preciso ir além das especulações: é fundamental analisar dados, comportamentos e, assim, traçar estratégias assertivas. Agora é a hora que você provavelmente se pergunta: mas e aí, onde as experiências entram nessa história?

Bom, o fato é que as experiências são as grandes responsáveis por ganhar a atenção do consumidor, fazendo com que ele estabeleça uma conexão. Vivendo uma experiência, o cliente deixa de associar aquela marca a tantas outras que, para ele, muitas vezes não passam de alguns símbolos ou jingles repetitivos.

Pra estudar, entender e executar melhor as ações relacionadas à experiência é que surge o Marketing de experiência (Ou Marketing Sensorial). Essa prática tem a finalidade de utilizar a emoção para atrair e fidelizar clientes. E a gente te conta como ela faz isso: realizando ações que envolvam o público, engajem-no e ativem sensações. Também vale lembrar que essas ativações fazem toda a diferença quando falamos dos valores e propósitos de uma marca. Elas os tornam mais acessíveis e assimiláveis pelo público.

Por que as marcas estão se preocupando com o tema? O que mudou?

Brian Solis, autor do livro X: The experience – when business meets design, disse que ‘’A experiência é o novo branding’’. É esse o rolê! Inclusive, o termo ‘’Brand Activation’’ diz muito sobre a importância de promover experiências para fazer com que os consumidores conheçam e memorizem a identidade da sua marca. Ativando emoções, elas que irão gerar afinidade entre uma empresa e seus públicos, tornando-os potenciais clientes conectados com seus valores e propósitos.

O que define a juventude é o desejo de experimentar o novo e viver pequenas – e grandes – revoluções no dia a dia. Por isso, quanto mais as marcas conseguem desafiá-la e encorajá-la a sair da zona de conforto, mas interesse provocam. Aí sim fica bem mais fácil engajar, conquistar seu espaço e também a preferência do público jovem. O que não rola mais é ficar na mesmice de sempre, né?

Por quais tipos de experiências os jovens procuram hoje?

É case de sucesso que você quer, @? Então toma!

Coca-Cola

A Coca-Cola fez uma campanha de ativação em que, para conseguir uma lata de refrigerante, o participante deveria abraçar uma máquina de refrigerantes, a ‘’Hug Machine’’ (Fofo, né?). Mais do que simplesmente comprarem o produto, os consumidores tiveram uma experiência imersiva com a marca, ativando mais emoções que normalmente estariam envolvidas em uma simples compra. Ficou curioso, né? Então olha só:

M&M

A M&M também não ficou pra trás, viu? Pra inaugurar uma de suas novas lojas, o espaço M&M World, a empresa proporcionou aos clientes uma experiência completa pelo ‘’Mundo do Chocolate’’. Então, a ação consistia em um tour pela empresa, com mais de 4000 artigos à venda. Quer forma melhor de se aproximar dos seus consumidores do que, literalmente, abrindo as portas da sua empresa?

Loja M&M em Nova York

Domino’s Pizza

A Domino’s Pizza lançou uma campanha chamada Peça uma pizza com um emoji, de Domino’s Pizza. Através dela, o usuário que se registrasse no perfil da pizzaria e escrevesse #EasyOrder to @Dominos ou simplesmente mandasse um emoji, teria o pedido de uma pizza confirmado. Isso ajudou os usuários a expandirem o contato com a marca para a interface online também. E foi um sucesso! Afinal, quem vai negar uma pizza quentinha?

Case da Domino's: easyorder, pedido através de emojis

Bradesco

Recentemente, rolou em São Paulo o LollaPalooza Brasil,  um famoso festival de música que acontece anualmente, abordando gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock e grunge. O banco Bradesco decidiu não perder tempo: desenvolveu o #TodosProLollaBR – Histórias do LollaBR. Através de vídeos curtos, algumas personalidades famosas mostraram, em perspectivas diversas,  o que rolava no evento e algumas curiosidades por trás dele.

A iniciativa foi uma forma de dar voz à diversidade, tanto pelas diferentes personalidades que conduziam a série como pelas opiniões diversas dos entrevistados. Além disso, instigou as pessoas presentes no festival a se conectarem simultaneamente com a música e com a marca. E o melhor: como tudo isso rolou também nas redes sociais, quem não pôde comparecer ao evento não ficou de fora!

A série de 6 vídeos contou com a participação de influências como Ray Neon, Sarah Oliveira e PH Côrtes. Dá só uma olhada

Amazon Prime

A Amazon Prime Vídeo também não abriu mão do tal do marketing de experiência. Pra anunciar o lançamento de uma das suas novas séries, The Good Omens, inaugurou um super espaço interativo. Com a temática de jardim, lá os convidados eram recebidos por personagens vivos: os anjos e os demônios.

O ambiente era cheio de atividades e até mesmo brindes. Tudo era bem agradável e (tinha até massagem!) ajudava a construir a ideia de um lugar perfeito. Assim, os usuários puderam vivenciar o paraíso antes que o ‘’presságio’’ se tornasse real (relação com a trama da série).

Certamente essa foi uma experiência fora do comum e marcante pra todo mundo que compareceu. Afinal, não foram poucas as sensações e emoções envolvidas. Além disso, como não ficar curioso pra ver a série depois de uma experiência dessas?

Prime Original | Good Omens | Amazon Prime

Itaú

Recentemente, uma das propagandas de divulgação do aplicativo Minhas Finanças, do banco Itaú, demonstrou atender às expectativas do consumidor quando o assunto são os planos pessoais. A funcionalidade promete ajudar os clientes a se organizarem melhor (sempre bom, né?) através de um maior controle sobre os gastos. Confere só:

Ainda que ação possa parecer ‘’simples demais’’, representou uma forma de preocupação e cuidado com o consumidor por ter se proposto a fazer algo que poucos bancos fazem: ajudar seus clientes a administrar seu dinheiro.

Itaú  (sim, de novo!)

Os exemplos do Itaú em Marketing de Experiência não pararam com o app Minhas Finanças. Saca só: em 2017, uma ação promovida pelo banco no festival de música Rock In Rio foi um tanto quanto radical. O festival contava com um playground exclusivo da marca. Além de vários brinquedos, como gangorras e a famosa roda gigante, a recreação tinha uma localização super privilegiada,  a Rock Street. De lá, a visão dos dois palcos era fantástica. Já se imaginou vivendo isso?

Pacote completo: além de mostrar envolvimento em um evento que os jovens curtem, o Itaú conseguiu proporcionar uma experiência ampla, incomum e emocionante pra todo mundo que esteve nos parques. Afinal, andar de Roda Gigante ao som de rock’n roll não é uma coisa que rola todo dia, né?

Ei, marcas: se liguem!

Esses são apenas alguns exemplos que ilustram como as empresas têm criado experiências e encantado o público jovem. Como dá pra ver,  a forma como os jovens têm consumido produtos e serviços não é mais a mesma. Agora eles se guiam pelo o que é novo e desafiador. Além disso, querem seguir as empresas que proporcionem  vivências, sentimentos e memórias relevantes, não apenas um produto/serviço.

E fazer isso não é moleza. Portanto, deve ser um esforço constante, sempre embasado em estudos e análises atualizadas sobre esse público.  Quanto mais cedo as marcas entendem a juventude, mais fácil fica construir uma relação sólida e verdadeira com ela.

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