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O Ativismo digital e o combate às “forças do mal”

segunda-feira, 4 de 04, 2016
Tags: assunto, ativismo, digital, internet, marca, mimimi, polêmica, Redes Sociais, tema

 

Alguns falam que estamos ficando cada vez mais chatos, outros que é muito interessante aproveitar a internet para colocar questões importantes em pauta. Seja num pensamento ou em outro, podemos perceber que atualmente as pessoas possuem uma voz bastante ativa no meio online. Que aspectos influenciaram nisso? E o que muda no nosso exercício da cidadania? E para a comunicação das grandes empresas? É sobre isso que falaremos hoje!

Num ritmo acelerado, as descobertas tecnológicas interferem e modificam as atividades cotidianas de todos nós e juntando isso a alguns aspectos socioeconômicos, assistimos o ativismo digital crescer.

O protagonismo da nova geração que já nasce conectada e na cultura do “querer ser vista” e a recente voz da nova classe média é um forte aspecto social influenciador desse movimento no Brasil. O “boom” econômico que existiu antes da crise e auxiliou no desenvolvimento de consumidores da classe C, contribuiu para a venda de telefones celulares, que levaram ao crescimento do uso da internet móvel. Esse tipo de conexão pôde servir de megafone para um grupo de pessoas que não apareciam tanto nas redes. Elas passaram a ter um acesso mais fácil à informação e a ganhar poder de articulação. Assim, alguns assuntos que não eram apropriados na TV, puderam ter chance de visibilidade. As pessoas passaram a perceber seu poder de opinar e reivindicar pela internet, com o intuito de trazer mudanças verdadeiras para o mundo, começando principalmente pela sua comunidade. Além disso, percebendo que existem terceiros que podem concordar e comentar suas opiniões, elas tendem a querer falar ainda mais.

Com a internet móvel, disponível para cerca de 87 milhões dos 107 milhões de brasileiros conectados em 2014, segundo a F/Radar, as pessoas passaram a ter acesso a essas ferramentas de exposição em qualquer lugar. Inclusive, não apenas passaram a falar, mas também a registrar por imagens coisas que reforcem seu discurso. Todos esses pontos afetaram o dia-a-dia e trouxeram protagonismo para as pessoas em suas próprias vidas e questionamentos. O ativismo digital surgiu como solução para que os internautas pudessem participar da transformação de uma realidade, seja efetivamente ou mostrando que se importam com determinados assuntos.

Tá, entendi, mas onde a publicidade entra nisso? No acompanhamento dessas mudanças na sociedade. Muitas pessoas veem nas empresas privadas, o poder da mudança e da melhora. Então, através do seu discurso, as marcas tendem a amplificar o alcance dos debates. Porém, existe o problema que muitas delas ainda se portam como se estivessem trabalhando no século passado. Temos que pensar que a publicidade é forte no quesito representatividade e precisa acompanhar as mudanças e o comportamento da sociedade. Com o público mais crítico e participativo, é preciso saber que discurso fazer, para que seja condizente com posicionamento da empresa e dos seus seguidores .

Portanto, o ativismo digital é importante não só para atingir um objetivo final, mas também para rearticular pensamentos e trazer visibilidade a coisas importantes. Logo, para além de um simples mimi, as questões debatidas pelo público devem ganhar atenção e importância das marcas, adequando corretamente ao discurso promovido por elas.

Algumas causas que ganharam um novo tipo de debate pós era digital:

Política

O acesso à internet por grande parte da população, fez com que os próprios políticos tivessem a necessidade de ter participação ativa nesse meio, mostrando sua opinião e defendendo suas ideias. As plataformas online trouxeram uma aproximação entre eles e os eleitores, que também podem mostrar seus discursos e serem vistos mais facilmente. Um tweet de Barack Obama, por exemplo, é visto por cerca de 60 milhões de seguidores. Além disso, o acesso a informação em qualquer hora e lugar faz com que as pessoas possam conhecer melhor o histórico e saber mais sobre seus candidatos. Outro ponto importante é a facilidade de organizar manifestações nas ruas, já que todos podem ter fácil acesso às informações quanto aos protestos e apoiar a causa.

Questões de gênero e orientação sexual

A internet é um ambiente caracterizado pela visibilidade. Assim, alguns temas antes não muito discutidos por outros veículos da mídia, passaram a entrar em pauta. O assunto identidade de gênero foi um deles e ganhou gradualmente mais conteúdos sobre ele na web. Além disso, as pessoas puderam se reunir através de fóruns, comunidades, grupos, blogs e fanpages para falar sobre questões que não teriam espaço de falar com a família ou amigos. Temas como o fato de não se identificarem com o gênero atribuído ao nascer ou ter uma orientação sexual diferente da que se esperava dele (Leia mais sobre representações de gênero AQUI). Tendo o apoio de terceiros, torna-se mais fácil se posicionar quanto a um assunto polêmico.

Feminismo

A luta das mulheres existe há muuito tempo, mas observamos uma nova onda de debates sobre o tema alavancada principalmente pela internet. “Pode se dizer que nos últimos anos, a facilidade de acesso à informação e a interação entre pessoas, mesmo que desconhecidas, tenha contribuído para que mais mulheres pudessem entender e se identificar com o feminismo. Assim, surgiram diversos conteúdos para levar conhecimento e debater sobre o movimento. Além disso, celebridades, youtubers e outras figuras públicas também passaram a falar sobre o empoderamento feminino e a legitimização da luta feminista.” (Leia mais sobre Feminismo e Redes sociais AQUI).

Religiões e suas doutrinas

A igreja (católica no caso) é uma instituição pioneira quando falamos de comunicação. Hoje, na era digital, não só a ela mas outros grupos religiosos se relacionam com seus fiéis através da internet. Algumas figuras fortes em suas comunidade vão a internet se posicionar quanto temas discutidos pelo seu público, como Padre Fábio de Melo que no Twitter possui cerca de 2.190.284 seguidores e Ana Paula Valadão 1.347.484. A rede também coloca em voga discussões sobre as crenças de cada religião, já que, principalmente nas redes sociais, são muitas opiniões sendo colocadas e ideologias às vezes opostas, o que faz com que elas acabem batendo de frente.

A internet também facilita a informação sobre religiões diferentes, permitindo que as pessoas conheçam outras doutrinas.

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